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Desabafo de Gabriel Paulista revela tensão entre elenco e presidente Osmar Stabile no Corinthians

Após goleada no Dérbi, zagueiro expôs desgaste na relação com o presidente do Corinthians, destacando atraso nos pagamentos e falta de proteção ao grupo.

Por redação Esporte G 13/10/2026 às 17h19
Confira a repercussão no Corinthians depois da entrevista de Gabriel Paulista
Confira a repercussão no Corinthians depois da entrevista de Gabriel Paulista

O zagueiro Gabriel Paulista desencadeou um debate interno no Corinthians ao desabafar publicamente após a derrota por 4 a 1 contra o Palmeiras no último Dérbi. O defensor apontou um clima de desgaste entre o elenco e o presidente do clube, Osmar Stabile, evidenciando tensão principalmente pela falta de cumprimento de compromissos financeiros e pela ausência de apoio à equipe.

Clima de desconfiança e críticas à diretoria

Membros próximos ao departamento de futebol do Corinthians relatam que o grupo de jogadores perdeu a confiança na presidência de Stabile, que tem sido cobrado por atrasos no pagamento de salários, direitos de imagem, férias e premiações, que somam cerca de dois meses em atraso. Por outro lado, a relação dos atletas com o executivo Marcelo Paz é descrita como respeitosa e amistosa, o que configura uma divisão clara nas percepções sobre a diretoria.

Demissão do técnico e impacto no vestiário

A recente saída do técnico Fernando Diniz, após a sétima derrota consecutiva no Brasileirão, também contribuiu para o clima ruim no elenco. O momento da demissão, logo após a pausa da Data Fifa e uma atuação considerada positiva apesar da derrota contra o Internacional, foi interpretado pelos jogadores como falta de convicção e apoio da presidência, o que aumentou o sentimento de insegurança no ambiente interno.

Palavras do zagueiro e apelo por união

Gabriel Paulista reforçou publicamente a necessidade de proteção e respeito ao elenco. “Em todos os clubes onde joguei, a diretoria sempre protegeu os atletas, dava a vida para defender a gente. Aqui, não vejo isso”, declarou, criticando a conduta da atual gestão. Ele também enfatizou a importância da união do grupo para superar as dificuldades, com a frase marcada: “Se tiver que morrer, vai morrer todo mundo junto. Que se f*** o resto.”

Cenário atual e próximos passos

Com 32 pontos, o Corinthians está na 16ª posição do Brasileirão, uma colocação perigosa, próxima à zona de rebaixamento. A equipe encara na próxima segunda-feira o Vitória, na Neo Química Arena, partida que será a estreia do treinador Clarence Seedorf no comando do time. Entre torcedores, cresce o descontentamento, com pedidos até mesmo de intervenção judicial para reverter o quadro.

O clube, por sua vez, não se manifestou oficialmente sobre as declarações e os acontecimentos recentes. A expectativa é para que uma gestão mais próxima no CT Joaquim Grava e a liderança do novo treinador possam amenizar a crise e ajudar o Corinthians a recuperar o caminho das vitórias.

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