Arthur Cabral acumula 15 jogos sem gols pelo Botafogo e enfrenta questionamentos sobre seu desempenho
O centroavante Arthur Cabral está há quase cinco meses sem marcar pelo Botafogo, empatando seu maior jejum no clube. A equipe busca alternativas para o setor ofensivo diante da pressão por resultados.
Desde 17 de maio de 2026, quando marcou três gols contra o Corinthians, Arthur Cabral não balança as redes pelo Botafogo. O atacante acumula 15 jogos consecutivos sem marcar pelo clube, igualando seu maior jejum registrado entre agosto e dezembro de 2025.
Esse período sem gols coloca em evidência dificuldades que vão além do atacante. Sob o comando de Franclim Carvalho e Rodrigo Bellão, o Botafogo adotou um estilo mais reativo, explorando contra-ataques e a velocidade dos pontas, jogadores como Matheus Martins, Villalba e Júnior Santos. Contudo, essa abordagem não é a ideal para o perfil de Arthur Cabral, que é um centroavante físico e de presença na área, sem muita velocidade.
Desafios táticos e atuação do elenco
Durante os jogos, Cabral tem enfrentado problemas no posicionamento e pouca participação efetiva nas jogadas ofensivas, muitas vezes ficando atrasado, facilitando a marcação adversária e reduzindo a ameaça ao gol rival. Inclusive, sua média é de uma finalização a cada 98 minutos neste período recente sem marcar.
Além disso, falhas não captadas pelas estatísticas, como erros de posicionamento e faltas desnecessárias, têm prejudicado o time. Em um lance contra a Chapecoense, por exemplo, a sua falta resultou na anulação de um gol do Botafogo.
Pressão e alternativas para o ataque
A insatisfação da torcida tem levado à pressão por substituições no setor ofensivo. O reserva imediato, Tiquinho Soares, recentemente retornado ao clube, atuou apenas 43 minutos em quatro partidas e também não contribuiu com gols ou assistências. Outra alternativa, Júnior Santos, enfrenta uma seca ainda maior, com 16 jogos sem marcar.
O técnico Tite tem analisado opções como a formação com dois atacantes, especialmente aproveitando a mobilidade de Matheus Martins e Danilo Pereira, embora até o momento não tenha promovido mudanças táticas significativas, principalmente após a chegada de Ziyech para atuar na ponta-direita.
Dessa forma, o Botafogo segue buscando soluções para melhorar seu desempenho ofensivo e quebrar a seca de seus atacantes, especialmente a longa ostracização goleadora do principal centroavante, Arthur Cabral.