Fifa propõe distribuir R$ 125 milhões a cada associação nacional em quatro anos
A entidade sugere repassar US$ 25 milhões a cada uma das 211 associações-membro entre 2023 e 2026, usando lucros da Copa do Mundo para ampliar o apoio financeiro.
A Fifa anunciou um plano de distribuição financeira que prevê repassar US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 125 milhões) a cada uma das 211 associações-membro da entidade no período dos próximos quatro anos. A iniciativa utiliza recursos provenientes dos lucros gerados pela Copa do Mundo de 2026, marcando um aumento de US$ 15 milhões em relação ao programa anterior, financiado por uma reserva financeira acumulada.
O projeto será oficialmente apresentado na reunião do Conselho da Fifa nesta quinta-feira e, uma vez aprovado, seguirá para votação no Congresso da entidade em março de 2027. A estimativa para o superávit do ciclo atual, que vai de 2023 a 2026, é de até US$ 5,6 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões).
Ampliação do orçamento e destinação de recursos
Além do repasse principal, o orçamento da Fifa para o próximo quadriênio já contempla US$ 2,7 bilhões a partir do programa Fifa Forward 4.0, o que garante um envio de aproximadamente US$ 10 milhões para cada federação nacional.
O adicional previsto no novo plano alcança US$ 3,65 bilhões e inclui também contribuições específicas para outras entidades da estrutura do futebol mundial: US$ 99 milhões para cada confederação continental e US$ 8,25 milhões para cada associação regional. Auxílios financeiros de US$ 1,1 milhão serão destinados a 100 associações-membro para despesas relacionadas a viagens e equipamentos.
Uma parcela de R$ 240 milhões está prevista para financiar ações prioritárias voltadas ao desenvolvimento do futebol feminino e das categorias de base, fortalecendo áreas estratégicas para a expansão da modalidade.
Contexto e reações
O plano de distribuição acontece após a desistência da Fifa de um projeto mais controverso que previa a criação de uma empresa privada para gerir direitos comerciais e esportivos de seus torneios, iniciativa originalmente defendida pelo presidente Gianni Infantino.
Enquanto alguns blocos, como a Uefa e a Concacaf, defendem uma participação maior das associações-membro nas reservas da entidade, buscando garantir um repasse mínimo de US$ 10 milhões extra para cada uma, a proposta recém-anunciada da Fifa parece atender parcialmente a essas demandas.
Essa movimentação financeira pode fortalecer a posição de Infantino, que mantém sua intenção de concorrer à reeleição na presidência da Fifa no próximo Congresso, apesar da pressão de grupos de oposição que ainda não apresentaram candidatos alternativos.