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Baixa eficiência ofensiva complica Corinthians na luta contra o rebaixamento no Brasileirão 2026

Com o segundo pior ataque da competição e a ausência de jogadores-chave, o Corinthians encara o Mirassol precisando de uma vitória para se afastar da zona de rebaixamento.

Sem Memphis e com André convocado, Corinthians fecha preparação para enfrentar o Mirassol
Sem Memphis e com André convocado, Corinthians fecha preparação para enfrentar o Mirassol

O Corinthians vive sua pior crise recente e está pressionado para vencer o Mirassol nesta sexta-feira, às 20h (horário de Brasília), pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ocupando a penúltima colocação com 33 pontos, o time busca pontos importantes para escapar do grupo dos quatro últimos colocados, ameaçado pelo risco de rebaixamento.

Desempenho ofensivo insuficiente

Um dos principais obstáculos do Corinthians é seu ataque pouco produtivo, que marcou apenas 34 gols em 32 partidas, média de 1,06 gol por jogo. A estatística representa o segundo pior ataque da Série A, melhor apenas que a Chapecoense, que tem média de um gol por partida.

Enquanto isso, os líderes do Brasileirão apresentam números irreais para o Alvinegro: o Flamengo tem um saldo de 40 gols, e o Palmeiras, 34 — a mesma quantidade que o Corinthians marcou, mas em 32 jogos.

Problemas individuais e táticos

As dificuldades ofensivas foram uma constante ao longo das passagens dos técnicos Dorival Júnior e Fernando Diniz, que não conseguiram reverter o quadro e acabaram demitidos. O atual treinador Clarence Seedorf tem procurado ajustar o esquema, inclusive utilizando três atacantes para tentar melhorar o desempenho da equipe.

Além disso, o time sofre com desfalques e queda de rendimento. Memphis Depay, com edema muscular na coxa, está fora do jogo. Em 14 partidas no Brasileirão, o holandês marcou apenas um gol, vivendo o pior momento da carreira. Yuri Alberto, que foi artilheiro da competição em 2024 com 15 gols, tem apenas quatro gols em 21 jogos neste ano, também muito abaixo do esperado. Rodrigo Garro, o mais consistente do trio ofensivo, tem nove participações em gol (três gols e seis assistências) em 29 jogos, números que ainda não foram suficientes para evitar a crise.

Meio-campistas e defesa assumem o protagonismo no ataque

Diante da falta de efetividade dos atacantes, os volantes e meio-campistas foram responsáveis por 38% dos gols do Corinthians, com destaque para o volante André, que marcou quatro vezes e é um dos artilheiros da equipe ao lado de Yuri Alberto, Matheus Bidu e Gustavo Henrique.

Defensores, como zagueiros e laterais, também contribuíram significativamente, cada grupo anotando seis gols, representando 17% da produção ofensiva do time.

Com essa ofensiva limitada e a necessidade urgente de pontos, o Corinthians enfrenta um momento decisivo na competição, buscando retomar o bom desempenho e evitar a queda para a Série B.

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