Justiça rejeita prisão preventiva do vice-presidente do Corinthians investigado por irregularidades
A juíza da 25ª Vara Criminal negou o pedido do Ministério Público para prender preventivamente Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, acusado de irregularidades na gestão de materiais esportivos fornecidos pela Nike.
A Justiça negou o pedido de prisão preventiva contra Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no processo que investiga supostas irregularidades envolvendo materiais esportivos da Nike fornecidos ao clube. A decisão foi tomada pela juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal da Barra Funda, na noite de quinta-feira.
Além de rejeitar a prisão preventiva, a magistrada também indeferiu solicitações para afastar Armando do cargo no Corinthians, impedir seu acesso às dependências do clube e restringir contato com dirigentes e testemunhas.
Contexto do caso e acusações
O pedido do Ministério Público foi apresentado após a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação do Corinthians e testemunha importante para a acusação, fato que o promotor Cássio Conserino interpretou como possível tentativa de intimidação de testemunhas e interferência no processo, já que a audiência de instrução estava prevista para novembro.
Munhoes tinha apresentado elementos técnicos que indicavam indícios de apropriação indevida de materiais fornecidos pela Nike. Ainda assim, a juíza considerou que não há provas de que Armando Mendonça tenha influenciado a demissão do ex-diretor nem tenha tentado constranger testemunhas.
Suspensão do pedido de suspeição contra o promotor
Em outra decisão da mesma sentença, a juíza rejeitou uma moção da defesa de Armando que pedia a suspeição do promotor responsável pelo caso. A defesa alegou que a divulgação de nota oficial do clube, o pedido de prisão e outras ações do promotor configurariam parcialidade. Porém, a juíza entendeu que não há indícios de interesse pessoal ou inimizade do promotor e ressaltou que apresentar pedido de prisão é prerrogativa do Ministério Público sujeita ao controle judicial.
Antecedentes da investigação
Armando Mendonça tornou-se réu em junho acusado de apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita, furto qualificado e coação no curso do processo. A investigação teve como base um relatório de auditoria interna conduzido a pedido do presidente do clube, Osmar Stabile, que apontou irregularidades na gestão dos materiais esportivos fornecidos pela Nike e colocou o vice-presidente no centro das suspeitas.
O dirigente nega as irregularidades e atribui o descontrole na retirada dos materiais a gestões anteriores. O Ministério Público sustenta que Armando teria se apropriado de 131 itens, tentado obter e subtraído camisas especiais com patch da NFL e ameaçado duas testemunhas durante a apuração.
Veja também
Corinthians anuncia saída da técnica Emily Lima após vice-campeonatos no time feminino
Em Corinthians
Corinthians enfrenta São Paulo com Dorival Júnior no comando do rival e risco de rebaixamento
Em Corinthians
Memphis Depay treina com Corinthians e deve ser relacionado para clássico contra São Paulo
Em Corinthians
Matheus Bidu anuncia cirurgia de hérnia inguinal após temporada no Corinthians
Em Corinthians
Volante André reconhece oscilação no Corinthians, mas destaca recuperação e convocação à seleção
Em Corinthians





Comentários
Entre na sua conta e seja o primeiro a comentar esta matéria.