Metade dos clubes das Séries A e B do futebol brasileiro tiveram salários atrasados até junho de 2026
Levantamento da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol aponta que 20 clubes das duas principais divisões relataram atrasos salariais até metade do ano.
Um levantamento divulgado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf) revelou que metade dos clubes que disputam as Séries A e B do Campeonato Brasileiro enfrentavam atrasos no pagamento de salários até o dia 30 de junho de 2026. A análise é feita com base nas autodeclarações dos próprios times, conforme prevê o regulamento de fair play financeiro do futebol brasileiro.
Clubs com atrasos e medidas administrativas
Entre os 40 clubes das duas divisões, 20 admitiram débitos relativos à remuneração de jogadores ou funcionários, incluindo salários em carteira, direitos de imagem e bônus previstos contratualmente. Nove dos adversários da Série A estão nessa condição, ainda que a lista específica não tenha sido detalhada na divulgação.
A Anresf também divulgou recentes decisões referentes às irregularidades financeiras em alguns clubes. Internacional e Grêmio, por exemplo, receberam prazo de 15 dias para apresentar comprovação de quitação das dívidas sob risco de multa de R$ 100 mil. Já o Náutico foi multado em R$ 50 mil, valor que pode ser cobrado caso o pagamento não seja efetuado no prazo estipulado.
Contexto e panorama financeiro dos clubes
Essas informações referem-se aos dados reportados até o final de junho, com autodeclarações finalizadas em julho, e não consideram eventuais atrasos posteriores, que deverão constar na próxima atualização, prevista para 30 de novembro. O cenário reforça preocupações sobre a administração financeira dos clubes, com impactos que podem incluir sanções do fair play financeiro como bloqueios para novas contratações, a exemplo do que ocorreu recentemente com o Grêmio.
Além disso, casos recentes como o do Corinthians, que registrou atrasos no pagamento dos direitos de imagem por três meses consecutivos (julho, agosto e setembro), demonstram que a situação financeira dos clubes ainda demanda atenção contínua.
O fair play financeiro, mecanismo regulatório adotado para garantir a sustentabilidade econômica dos clubes, prevê transparência e responsabilidade na gestão dos recursos, buscando evitar desequilíbrios que comprometam o andamento das competições e a saúde financeira do futebol brasileiro.
Com o relatório público e as sanções aplicadas, espera-se que os clubes adotem medidas para regularizar suas pendências e garantir o cumprimento dos compromissos com atletas e demais profissionais vinculados.
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