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Pilotos da F1 destacam risco alto de acidentes na classificação molhada em Interlagos

George Russell descreve aquaplanagem a mais de 200 km/h e fala em perigo grave durante a sessão em São Paulo.

Pilotos da Fórmula 1 enfrentaram chuva extrema e alta dificuldade na classificação do GP de São Paulo em Interlagos neste sábado (7). A sessão, iniciada com mais de uma hora de atraso, apresentou visibilidade quase nula em pontos da pista e muita água acumulada.

George Russell contou que experimentou aquaplanagem — quando os pneus perdem contato com o asfalto devido à água — a mais de 200 quilômetros por hora, e disse que pilotar nessas condições seria perigoso caso fosse a corrida. "A chance de ter um acidente muito, muito terrível era muito alta", afirmou o inglês, que ficou com a terceira posição, mas larga em sétimo por troca de motor.

Lando Norris, que conquistou a pole position na etapa, chamou a sessão de desafiadora e afirmou gostar de pilotar na chuva, porém apontou que foi um dos momentos mais molhados que já encarou. Ele comentou sobre o desafio mental para manter a concentração em meio ao relaxamento e interação com a equipe nos bastidores da classificação.

Kimi Antonelli, que corre pela segunda temporada na Fórmula 1, destacou que nunca havia visto tanta chuva em Interlagos durante um GP de São Paulo e reconheceu a dificuldade em pilotar com segurança no começo da sessão.

A chuva começou a cair pouco depois do terceiro treino livre e trouxe ventos, neblina, raios e trovões, forçando a interrupção momentânea de uma prova da Porsche Cup, categoria suporte do evento. A alternância de pancadas torrenciais e períodos mais calmos persistiu, deixando a pista bastante molhada para a hora da classificação, resultando em acidentes que eliminaram os brasileiros Gabriel Bortoleto e Rafael Câmara.

Tags: Chuva forteClassificaçãoFórmula 1GP São PauloInterlagos

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