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Ex-presidente do Internacional Vitorio Piffero é absolvido por falta de provas em processo de desvio de dinheiro

O ex-presidente do Internacional, Vitorio Piffero, e sua esposa foram inocentados no processo que investigava lavagem e desvio de dinheiro envolvendo uma agência de viagens durante sua gestão no clube.

O ex-presidente do Internacional, Vitorio Piffero, foi absolvido nesta quinta-feira pelo Tribunal de Justiça no processo judicial que o acusava de envolvimento em lavagem e desvio de dinheiro relacionado a uma agência de viagens. A absolvição também alcançou sua esposa, sendo que ambos foram considerados inocentes por falta de provas. Piffero havia sido condenado em 2024, numa sentença que determinava pena de 12 anos e três meses de prisão.

Contexto da investigação e outras condenações

O processo faz parte da "Operação Rebote", iniciada em 2018 pelo Ministério Público para apurar irregularidades financeiras na gestão do clube entre 2015 e 2016, quando Piffero esteve à frente do Internacional. As investigações apontaram um esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 13 milhões aos cofres do clube.

Além da absolvição de Piffero e sua esposa neste processo específico, outros envolvidos foram condenados, como o vice-presidente do clube Pedro Affatato, que recebeu pena por crimes que incluem lavagem de dinheiro, estelionato e organização criminosa, e outros empresários do setor de turismo também tiveram condenações.

Processos ainda em andamento

Apesar da absolvição no caso da agência de viagens, Vitorio Piffero permanece condenado em outro processo relacionado ao núcleo administrativo-financeiro da gestão colorada. Neste, ele e Pedro Affatato foram sentenciados por estelionato e organização criminosa, com penas que variam entre 10 e 19 anos de prisão.

Outra frente de investigação envolve o setor jurídico do clube, na qual o ex-vice-presidente jurídico Marcelo Castro foi condenado a respeito de irregularidades.

Investigações e desdobramentos no clube

As suspeitas contra a gestão Piffero começaram a vir à tona em 2017, após o rebaixamento do Internacional para a Série B, quando o Conselho Fiscal do clube recomendou a reprovação das contas da administração. Este parecer foi acolhido pela primeira vez pelo Conselho do clube, que também detectou inconsistências financeiras que levaram à formação de uma comissão especial para aprofundar a investigação.

Em 2018, a inelegibilidade de Piffero e outros ex-dirigentes foi aprovada por dez anos pelo Conselho Deliberativo. A "Operação Rebote" deflagrada pelo Ministério Público naquele ano incluiu buscas e apreensões contra dirigentes ligados à gestão investigada, refletindo o amplo espectro das apurações sobre possíveis fraudes no clube.

Tags: InternacionalJustiçaOperação ReboteVitorio Pifferoesporte

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