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Conmebol garante que crise em banco do Paraguai não afeta finais da Libertadores

Investimento de US$ 14 milhões não impacta pagamento das premiações nas decisões dos torneios continentais, afirma entidade.

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) garantiu que a crise causada pela intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank não interfere na organização das finais da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana em 2026.

A entidade possui um investimento fixo de US$ 14 milhões no Ueno Bank, correspondente a cerca de 2,5% da receita da Conmebol, que já alcançou até US$ 600 milhões em anos anteriores.

O bloqueio das contas dos clientes do banco paraguaio resultou em manifestações populares, renúncia do presidente do Banco Central e pressão sobre o presidente do país, Santiago Peña, que agora será formalmente investigado pelo Ministério Público.

Segundo informações da Conmebol, o investimento é de longo prazo e não compromete o fluxo financeiro da entidade nem o pagamento das premiações das competições continentais.

Finais programadas e valores das premiações

As finais dos dois principais torneios sul-americanos ocorrerão em novembro. No dia 21, Atlético Mineiro e Boca Juniors se enfrentam em Barranquilla, Colômbia, valendo o título da Copa Sul-Americana. Uma semana depois, Palmeiras e Estudiantes, da Argentina, disputarão a final da Libertadores em Montevidéu.

A Conmebol anunciou que distribuirá US$ 44 milhões em premiações nas decisões: US$ 25 milhões para o campeão da Libertadores e US$ 7 milhões para o vice. Na Sul-Americana, o campeão receberá US$ 10 milhões e o segundo colocado US$ 2 milhões. Ao longo da temporada, a entidade prevê distribuir cerca de US$ 300 milhões em prêmios.

Impactos locais e posicionamento no futebol paraguaio

O banco Ueno era um dos principais patrocinadores do futebol no Paraguai, apoiando os clubes Cerro Porteño e Olimpia, além de emprestar seu nome ao estádio Ueno Defensores del Chaco, em Assunção. Também patrocinava a Copa Sul-Americana desde 2024, com contrato válido até o fim de 2026.

A Federação Paraguaia de Futebol emitiu nota nas redes sociais afirmando solidariedade às pessoas afetadas pela crise e garantindo a continuidade normal das competições locais.

Jogadores paraguaios que atuam no exterior, como Ángel Romero, ex-Corinthians, e Gustavo Gómez e Ramón Sosa, do Palmeiras, publicaram manifesto conjunto expressando preocupação com as famílias afetadas e pedindo ações imediatas, transparentes e imparciais do governo e da Justiça.

Tags: ConmebolCopa Sul-AmericanaLibertadoresParaguaiUeno Bankcrise financeira

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