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Fabi emociona ao relembrar defesa emblemática em Londres e fala sobre papel e humildade na função de líbero

Eleita para o Hall da Fama, bicampeã olímpica Fabi conta trajetória marcada por superação, revela episódio curioso com Eurico Miranda e destaca altruísmo do líbero no voleibol.

Fabiana Alvim de Oliveira, conhecida como Fabi, bicampeã olímpica e recentemente escolhida para o Hall da Fama do voleibol, relembra momentos marcantes da sua carreira, revelando o significado de uma defesa com o pé nas Olimpíadas de Londres 2012, que teve impacto emocional além do esporte. Aos 46 anos, a ex-jogadora destaca também a importância do exercício diário de humildade na posição de líbero, função que inicialmente rejeitou, mas que a tornou referência mundial.

Superação e a descoberta do líbero

Fabi iniciou sua trajetória no voleibol na infância, em um condomínio na Zona Norte do Rio de Janeiro, enfrentando preconceitos relacionados à pouca estatura e à presença predominante masculina nas quadras. Mesmo enfrentando dúvidas sobre sua capacidade para o esporte, ela se profissionalizou graças ao surgimento da posição de líbero, criada em 1998. Embora inicialmente tenha rejeitado esta função por ela não pontuar diretamente, ela foi convencida a assumir o papel, entendendo o valor do altruísmo e da dedicação à equipe que a posição exige.

A defesa que marcou Londres 2012

Um dos momentos mais emocionantes para Fabi foi a defesa com o pé contra a Coreia do Sul durante as Olimpíadas de Londres. Mais do que o lance esportivo, ele representou uma reconexão com seu pai, que passou a mostrar esse momento com orgulho aos passageiros do seu táxi. Para Fabi, a jogada simbolizou a materialização de seu esforço e dedicação, marcando sua história pessoal e profissional.

Curiosidade com Eurico Miranda e passagem pelo Vasco

Fabi, torcedora do Flamengo, também dividiu momentos em clubes rivais, como o Vasco, onde disputou a final da Superliga 2000/2001 contra seu time do coração. Apesar da rivalidade, recebeu um elogio memorável do então presidente do Vasco, Eurico Miranda, que a reconheceu como representante do significado do clássico entre os clubes, mesmo sem saber de sua preferência pessoal pelo Flamengo.

Legado e reconhecimento

Além das conquistas olímpicas em Pequim 2008 e Londres 2012, Fabi soma dez títulos na Superliga Feminina e é considerada por muitos a melhor líbero da história. Ela valoriza o papel do líbero como um dos pilares invisíveis do time, enfatizando que a posição representa um compromisso de contribuição coletiva e humildade dentro e fora das quadras.

Tags: FabiHall da FamaOlimpíadaslìberovoleibol

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